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sexta-feira, 27 de junho de 2014

ainda bem que futebol não se aprende na escola



Então estamos assim: é possível que em 2080 já não hajam portugueses com menos de 14 anos. Mas os que existirem estão tramados porque já não vão haver escolas, que se extinguem antes de 2040. O que significa que a ternura dos 40 em 2080 será uma ternura extremamente ignorante. Ou então anda tudo em explicações particulares ou tem aulas em cavernas porque haverão professores pelo menos até 2120.

sexta-feira, 18 de abril de 2014

bamos todos ficar um bocado mais cultos


 Para vocês, que nunca tinham pensado nisso:


Ficar. This is one of the Portuguese words meaning ‘to be’. French, English and German have only one such word, Spanish has two, and Portuguese has three. ‘Ser’ and ‘estar’ exist in Spanish also, and suggest in the first case a permanent or essential mode of being (the girl is pale, that’s her natural complexion) and in the second a momentary or passing state (the girl is pale because she is ill). ‘Ficar’ is related to the English ‘fix’, and suggests a completed condition and a precise time and place: the girl is and remains pale because the wolf will not go away. Very helpful distinctions, and we may wonder how we manage without them. Do we manage without them?

daqui


E já agora ficai com o "desenrascanço" aqui.

segunda-feira, 15 de junho de 2009

A confirmação


Apesar do ar inofensivo, vacas, búfalos ou camelos são das maiores ameaças para o ambiente. A produção de carne e as emissões de gases destes animais contribuem em 18% para o aumento do aquecimento global. Mais do que o sector dos transportes (13,5%). A solução passa por mudar a alimentação do gado, mas também a nossa, reduzindo o consumo de carne.

Está a pensar trocar o seu automóvel por um carro de bois para ajudar o ambiente? Esqueça. As vacas são das maiores responsáveis por emissões de gases poluentes para a atmosfera. Ao todo, o sector da criação de gado é o culpado por de 18% das emissões, bem mais do que o dos transportes, responsável por "apenas" 13,5% desta ameaça ao ambiente.

A culpa é do sistema digestivo de ruminantes como as vaca, ovelhas, búfalos ou camelos, mas também de animais como o porco, que funciona como uma pequena fábrica de metano, um gás 20 vezes mais prejudicial para o ambiente do que o dióxido de carbono emitido pelos meios de transporte, que é enviado para a atmosfera pelo estrume e flatulência.

Só estes animais produzem 9% das emissões enviadas para a atmosfera. Os outros 9% vêm dos processos necessários à produção - alterações dos terrenos para uso como pastagens, criação de gado, transporte dos animais e da carne para os talhos.

Para combater o problema dos gases do gado, cientistas por todo o mundo tentam descobrir maneiras de "suavizar" a digestão destes animais.
Desde Janeiro que as vacas de 15 quintas em Vermont, Estados Unidos, têm sido postas à prova com a introdução de uma nova dieta. Em vez das habituais refeições compostas de milho e soja, é-lhes dado alfafa, sementes de linhaça e trevos. Os dados recolhidos até ao mês passado mostram que os níveis de metano enviados para a atmosfera desceram 18%, enquanto a produção de leite se manteve.

A nova dieta é de facto a responsável por esta descida das emissões poluentes: os alimentos dados às vacas são mais fáceis de mastigar e digerir, o que faz com que os animais engulam menos ar ao comer.

Guy Chornier, produtor de iogurtes, notou que as vacas da herdade estão "mais saudáveis", com o "couro mais brilhante e o hálito mais suave". "Suavizar" o hálito das vacas é algo urgente, dizem os cientistas climáticos. As vacas têm no estômago uma bactéria que faz com que arrotem metano, e alguns estudos indicam que cada animal expele uma média de 500 litros deste gás para a atmosfera por ano.

Fazendo uma conta rápida: em Portugal existe um milhão e meio de cabeças de gado.
Se cada vaca envia para a atmosfera 500 litros de metano, temos 750 milhões de litros deste gás na atmosfera todos os anos apenas devido ao gado bovino existente.
Agora é fazer as contas a países como o Brasil (189 milhões de cabeças de gado), Índia (187 milhões) e China (110 milhões), isto referindo apenas os três países com mais gado bovino.
Estes valores são apenas metade dos produzidos pela indústria da carne. Um relatório da FAO (Organização das Nações Unidas para a Agricultura e a Alimentação) adiciona ainda os gases emitidos durante esta produção.

Para ter uma ideia, para se conseguir um quilo de carne polui-se tanto como conduzir um automóvel citadino durante 250 quilómetros e produz energia suficiente para acender uma lâmpada de 100 watts durante 20 dias.

Esperando-se que a produção de leite e carne duplique nos próximos 30 anos, as Nações Unidas consideram a criação de gado uma das mais sérias ameaças para o clima.
Nos Estados Unidos, a ameaça foi levada muito a sério e já começou o programa "vaca do futuro", que procura reduzir um quarto do total das emissões da indústria da carne até ao fim da próxima década.

Os cientistas estão a tentar de tudo para resolver este problema: começando pela genética - investigando vacas que emitem naturalmente menos metano - até fazer alterações nas próprias bactérias produtoras do gás.
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sexta-feira, 29 de maio de 2009

A palavra que os ingleses queriam ter

Um site norte-americano fez uma lista das 10 palavras estrangeiras que mais falta fazem à língua inglesa. A palavra portuguesa "desenrascanço" é a que lidera.

"Bakku-shan" é a palavra usada pelos japoneses quando se querem referir a uma rapariga bonita, vista de costas.
"Nunchi" é outra das palavras escolhidas. É coreana e é usada para falar de alguém que fala sempre do assunto errado, um género de desbocado ou inconveniente.
"Tingo" é uma expressão usada na Ilha da Páscoa, Chile, e significa pedir emprestado a um amigo até o deixar sem nada.

DESENRASCANÇO é a expressão que, segundo os autores do site norte-americano, mais falta faz ao vocabulário inglês. O "desenrascanço", segundo os norte-americanos é "a arte de encontrar a solução para um problema no último minuto, sem planeamento e sem meios", explica o site dando como exemplo a célebre personagem de televisão MacGyver.

"O que é interessante sobre o desenrascanço - a palavra portuguesa para estas soluções de último minuto - é o que ela revela sobre essa cultura. Enquanto a maioria de nós [norte-americanos] crescemos sob o lema dos escuteiros 'sempre preparados', os portugueses fazem exactamente o contrário", prosseguem os autores.
"Conseguir uma improvisação de última hora que, não se sabe bem como, mas funciona, é o que eles [portugueses] consideram como uma das aptidões mais valiosas: até a ensinam na universidade e nas forças armadas. Eles acreditam que esta capacidade tem sido a chave da sua sobrevivência durante séculos. E não se ria: a uma dada altura eles conseguiram construir um império que se estendeu do Brasil às Filipinas" à custa do desenrascanço, sublinham os autores, "Que se lixe a preparação. Eles têm desenrascanço", termina o artigo.


Desenrascar é realmente uma arte que os portugueses dominam.
Gostei também de "Bakku-shan" dos japoneses. Quantas vezes vamos na rua e vemos uma gaja bem boa à nossa frente fazemos de tudo para a ultrapassar e depois quando discretamente olhamos para trás para lhe ver a cara ela nos parece uma Berliet estampada?



P.S.: O Jesus já é treinador do Benfica... Desculpem mas afinal parece que ainda não é agora. Talvez amanhã de manhã. E depois à tarde já não é...
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