segunda-feira, 30 de setembro de 2013

jogo baixo, jogo sujo


Em vésperas de eleições, já com a perspectiva do barco afundar, jogaram-se as ultimas cartas. Numa dobragem de coluna vertebral de fazer inveja a qualquer ginasta olímpica proveniente da URSS, juntaram-se o Menezes e o pequeno Marques Mendes. Um a apoiar o outro. Tudo pelo partido, claro. 

A memória pode ser uma coisa muito selectiva, mas não há nada como recordar o que se passou num passado não muito longínquo: 


Na altura destas declarações, Marques Mendes era o presidente do PSD e Menezes o feroz oponente do baixinho. Tudo pelo partido, claro. De notar que Marques Mendes acabou por cair, houve eleições e numa manobra à lá Menezes, ele lá conseguiu chegar a líder (relembro aqui que na altura se falava que o Menezes e a sua entourage pagavam as cotas aos militantes que se disponibilizassem a votar nele). Ora, depois de derrubar Marques Mendes e finalmente chegar ao poleiro, Menezes....demitiu-se. 

E é assim, depois de ter sido tão bem tratado por Menezes, Marques Mendes não resistiu ao apelo e lá foi ele apoiar o homem (Marques Mendes ganhou agora o lugar de novo menino bonito do comentário político nacional, granja respeito e influência).

As figuras mais influentes da nação são desta estirpe. Admira a alguém o estado das coisas? 

A história da amizade do Menezes com o Aguiar Branco, que foi agora na lista de Menezes (como presidente da assembleia, julgo) também é divertida para além de ser curiosa. Mas fica para outra vez.

sábado, 28 de setembro de 2013

refletindo


fcp em dia de aniversário


No dia em que faz 235 anos, ou 367, ou 623, dependendo do gosto e vontade de cada um (o fcp é como aqueles jogadores tipo Falcao ou a equipa sub 21 da Nigéria, que depois vai-se a ver e ninguém nasceu no ano que está marcado no BI), os 3 jornais desportivos fizeram o pleno a trazer o fcp à capa. Todos para lhe darem os PARABÉNS pela data! Não, não foi nada, foi só para constatarem o óbvio. Aliás, mudando apenas o nome do adversário e do árbitro, estas capas podiam-se repetir todos os anos, todos os meses, quase todas as semanas.

o melhor do twitter - apanhada a trair o namorado

as vezes ali no canto superior direito aparecem coisas bónitas destas


quinta-feira, 26 de setembro de 2013

quarta-feira, 25 de setembro de 2013

A Lua faz anos


...só para se ter noção, é como descobrir que uma pessoa de 50 anos tem afinal 49 (mas numa pessoa que nasceu há 4,5 mil milhões de anos).

terça-feira, 24 de setembro de 2013

O Dexter acabou e o Gandolfini também


No Domingo acabou a oitava e ultima season de Dexter, uma série que começou muito bem e veio a definhar desde aí, de maneira que aquele ultimo episódio já não era coisa para se ficar à espera de grande merda. Já não se via uma série em que o final tivesse sido tão mau desde os tempos de Lost. 


Continuando no mundo das séries, diz que durante os Emmys fizeram uma homenagem ao Gandolfini e ao rapaz do Glee. Se não passou em rodapé "sem ofensa para o Gandolfini" não me parece que "homenagem" seja a palavra correcta.

sexta-feira, 20 de setembro de 2013

porque as pizzas não se entregam sozinhas


Pá, ele afinal sabe escrever


O livro reflete a passagem de José Sócrates pelo Sciences Po - Institut d'Études Politiques de Paris. Pode ser que revele como fez para pagar as propinas e viver lá no sítio. A nova gaiola dourada é isto...trabalhar em Portugal e ir para fora no fim da vida estudar, paga a mãezinha.

segunda-feira, 16 de setembro de 2013

Coincidências no futebol português


O Sporting marcou, em duas jornadas seguidas, dois golos irregulares. 

O Porto apanha, em duas jornadas seguidas, um adversário que na jornada anterior teve dois jogadores expulsos.

sábado, 14 de setembro de 2013

Raquel Varela e a gaiola dourada

Nos anos 1960, Portugal era um país pacato e trabalhador, poupado e prudente, que se sacrificava generosamente, labutando dia e noite para cumprir os deveres. Frequentemente emigrava e procurava vida melhor noutras terras. E os patrões, franceses ou alemães, suíços ou americanos, gostavam dele, por ser pacato e trabalhador, poupado e prudente. Havia quem abusasse da sua dedicação, e ele sabia-o. Sentia-se enganado, mas apesar disso trabalhava com afinco.

Um dia, Portugal recebeu uma boa notícia da terra. Aqueles que abusavam dele tinham sido afastados. A opressão acabara e ele podia regressar, para viver rico e feliz na sua própria casa. E Portugal voltou, porque já não seria preciso ser pacato e trabalhador, poupado e prudente. Era um país democrático, livre, independente. A nova geração iria viver como os patrões franceses e alemães. E Portugal gastou. Criou autarquias e dinamização cultural, comprou frigoríficos e televisões, fez planeamento económico, exigiu escolas e hospitais.

Só que a euforia da liberdade política criou um problema de endividamento. Quatro anos após regressar, Portugal estava falido, com o FMI à porta, exigindo pagamento. O choque foi grande. Portugal compreendeu que, afinal, não era como os patrões europeus. Estava tão desgraçado como os mexicanos, os argentinos, os gregos e outros países da dívida. O buraco era enorme. Não havia solução.

Foi então que Portugal se lembrou de seus pais, pacatos e trabalhadores, poupados e prudentes. E perante a austeridade do FMI, Portugal esforçou-se, apertou o cinto, labutou, amealhou e pagou as dívidas. Os países credores não acreditavam que fosse possível a recuperação, enquanto os dirigentes e políticos bramavam contra a nova ditadura do dinheiro e exigiam direitos. Mas Portugal não quis ouvir e, uns anos depois, tinha a casa em ordem. Foi espantoso!

Os europeus, admirados, gostaram de Portugal, por ser pacato e trabalhador, poupado e prudente. Quando o viram de novo com as contas certas e a vida organizada, aumentaram-lhe o ordenado, ofereceram-lhe sociedade. Portugal entrou na CEE. Jantou com os antigos patrões, de igual para igual. Passou a ser europeu.

Até que um dia Portugal recebeu uma boa notícia. Os seus esforços tinham sido recompensados e ele fora admitido na moeda única. A partir de agora iria partilhar não apenas instituições e directivas, mas taxas de juro e crédito. Era finalmente um parceiro a sério, considerado mesmo igual. Pertencia ao clube, não apenas político, mas financeiro. Podia viver rico e feliz na sua terra.

E Portugal achou que já não seria preciso ser pacato e trabalhador, poupado e prudente. A nova geração iria viver como os parceiros franceses e alemães porque, graças ao euro, pedia dinheiro emprestado nos mesmos bancos e aos mesmos preços. Casaria até a filha com o filho deles. Era um país desenvolvido, capitalista, globalizado. E Portugal gastou. Construiu auto-estradas, fez parques industriais, exigiu computadores para todos os alunos e novas carreiras médicas.

Só que a euforia da liberdade financeira criou um problema de endividamento. Dez anos depois de entrar no euro, Portugal estava falido, com a troika à porta, exigindo pagamento. O choque foi grande. Portugal compreendeu que, afinal, não era como os países ricos. Estava tão desgraçado como irlandeses, gregos, argentinos e outros países da dívida. O buraco era enorme. Não havia solução.

Então Portugal lembrou-se de seus pais e avós, pacatos e trabalhadores, poupados e prudentes. A nova geração voltou a velhos hábitos. Agora, perante a austeridade da troika, Portugal esforça-se, aperta o cinto, labuta, poupa e paga as dívidas. Os credores não acreditam que seja possível a recuperação, enquanto os dirigentes bramam contra a ditadura do dinheiro e exigem direitos. Mas Portugal não quer ouvir. Labuta, amealha, emigra e procura vida melhor noutras terras. E os patrões, franceses ou alemães, suíços ou americanos, gostam dele por ser pacato e trabalhador, poupado e prudente. Parece um filme!

ósdespois a Raquel Varela respondeu. Mesmo depois daquele episódio com um miúdo na rtp, a Raquel Varela ainda não aprendeu a ficar calada. 

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