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terça-feira, 21 de setembro de 2010

o piercing

a notícia:
Coimbra

Professor de ginástica proibido de usar 'piercing' recorre a tribunal

19 Setembro 2010

Docente foi impedido de entrar no centro educativo por não retirar brinco. Sindicato denuncia discriminação "ilegal"

Um professor de Educação Física de 31 anos do Centro Educativo dos Olivais, em Coimbra, foi impedido de usar piercings nas aulas pela direcção do estabelecimento da Direcção-Geral de Reinserção Social. Agora vai recorrer para tribunal para contestar a decisão.

Fonte do Sindicato dos Professores da Região Centro (SPRC) disse à Lusa que o docente "está a ser acompanhado pelos serviços jurídicos" da organização sindical com sede em Coimbra.

"Tudo indica que há aqui um acto de discriminação ilegal e absurda", adiantou o sindicalista João Louceiro, coordenador da direcção distrital de Coimbra do SPRC.

O professor usa diariamente numa orelha "uma pequena argola e mais dois adornos de tamanho reduzido", tendo sido intimado pela directora do centro educativo, Ângela Portugal, para remover as peças durante as actividades escolares. A Lusa apurou que a direcção ter-se-á baseado no regulamento interno da instituição dos Olivais, que proíbe aos jovens ali acolhidos o uso de piercings, regra que entendeu dever aplicar também aos docentes, apoiada nas orientações da Direcção-Geral.

O professor, que se recusa a falar do assunto, comunicou de início à directora que não pretendia retirar os piercings, justificando que usa estes brincos por causa de "uma promessa pessoal feita há dois anos".

Na segunda-feira, ao apresentar-se no centro educativo para dar aulas, foi-lhe reiterado na portaria que não poderia entrar nas instalações escolares com os adornos, devendo ali aguardar por Ângela Portugal, que de imediato lhe confirmou a decisão tomada na semana passada.

O professor conversou com a direcção do Agrupamento de Escolas Martins de Freitas, a que pertence, e ainda faltou dois dias às aulas. Aconselhado pelos serviços jurídicos do SPRC, acabou por retirar os piercings e regressou na quinta-feira ao centro educativo, onde foi apresentado às turmas.

João Louceiro admitiu que a ordem da directora para que o professor, ali colocado mas adstrito ao Agrupamento Martins de Freitas, "até poderia ter justificação se fosse por motivos de segurança". "Mas tudo indica que não é isso que está em causa."

Um advogado do SPRC está agora a preparar uma contestação ao cato da instituição. A Lusa tentou obter uma reacção da directora do centro educativo. in diário de notícias

a opinião:

O CENTRO EDUCATIVO dos Olivais, em Coimbra, achou, porque trabalha com miúdos difíceis, em "reinserção social", que os piercings não deviam ser autorizados aos alunos. Certo? Errado? Podemos passar horas a discutir a eficiência da medida mas temos de admitir que, sendo o piercing um sinal, pode ser considerado negativo.

É legítimo pôr-se como hipótese que o seu uso transmite uma identificação que os educadores daquele centro querem afastar dos seus alunos. Em tempos da semiótica rainha, em tempos em que as marcas e a imagem são tudo, é prudente dar-se atenção aos sinais. O Centro Educativo dos Olivais deu atenção àquele, o piercing, proibindo-o. Errado? Certo? Por enquanto, regulamento e para ser aplicado. E só devendo ser modificado em função do entendimento do que é melhor para os alunos. Sublinhem essa palavra, alunos, a razão de ser daquele centro.

Mas intrometeu-se nesta história um professor que tem três piercings e foi proibido de os usar na escola. Sei que é de Educação Física e que, indo por aí, eu explicaria mais facilmente a minha tese de que ele não pode usar os piercings por ser perigoso no ginásio. Mas tenho um argumento melhor e definitivo para que um professor com piercings não possa ser professor num Centro Educativo onde o regulamento proíbe os piercings aos miúdos em reinserção social. O argumento é: porque sim.
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«DN» de 21 Set 10, por Ferreira Fernandes


terça-feira, 18 de novembro de 2008

A subir ou a descer?

Mais uma vez os elementos estiveram de volta. A contestação subiu ou desceu de tom?

Sinceramente não sei. Sei é de uma coisa existem elementos "inocentes" apanhados no friendly fire". Inocentes não será bem o termo porque tal como expliquei em Juventude Perdida eles com 16 já são reis do mundo com 14 já bebem e com 12 já sabem o que é sexo (saber diferente de fazer). Eles estão a ser manietados por trás dessa cortina negra que são as grades azuis de escola que proliferam. Esta é uma ideia que já me acompanhava há alguns dias e qual não é o meu espanto quando isso mesmo acontece á hora do meio dia um aluno em vez de reclamarem pela seu famigerado estatuto do aluno revelava que o seu verdadeiro motivo de protesto era mesmo a solidariedade com a categoria de professores seus colegas nesta luta de banditismo contra á ministra da educação Maria de Lurdes ConVides. As razões de outros dos entrevistados prendiam-se com aulas de substituição. "Não queremos, ora essa nós queremos é divertirmos". Ora vocês achais que um inergúmene destes se pode solidarizar com alguém? Eu não penso até que a única coisa que ele solidariza são as notas do final do período e por isso dois em um a favor dos professores contra a ministra. Ela não é flor que se cheire porque até se diminuírem a contestação ela recua, pouco mas recua mas não pode nunca dar a imagem de ceder sobre pressão mas desta lista alguém que aponte quem foi melhor para a educação nos últimos 15 anos:

Bem eu não achei nenhum portanto em que ficamos a subir ou a descer?
Por aqui também vai havendo quem tenha razões de queixa
Tenho dito

segunda-feira, 10 de março de 2008

Professores


E passado 2 dias da maior manifestação de professores alguma vez vista (cerca de 100 mil participantes) o que vai mudar?

RIGOROSAMENTE NADA

E eu digo porque sera que os prof. nao querem ser avaliados trabalha 21 horas por semana, têm ordenados acima da media com todas e mais algumas regalias (casos da saude, reformas chorudas e antecipadas) com todas eles a poderem aceder ao topo da carreira. Caros amigos o pais tá de tanga e nada melhor do que se acabar com a impunidade das progressões na carreira sem se avaliar o mérito das mesmas.

E quem avalia tem condiçoes para o fazer?

Sendo que os coordenadores dos departamentos das áreas lectivas recebem mais por ter essa função por que se negam eles a ter de avaliar os colegas, era capaz de apostar que haveria milhares de professores no desemprego a quererem ocupar os lugares que eles possuem e se calhar com a oportunidade desempenhariam melhor essa função.

Acrescentar ainda que bem vistas as coisas um dia apos a "mais maior grande" manifestaçao de professores de sempre a notícia acerca da manif. mereceu 5 isso mesmo 5 minutos de destaque em todos os jornais nacionais. Acabaram por ter realizado invés da dita manif um grande passeio turistico a capital com passeios pelas melhore artérias da cidade. Digo tambem que nao fizeram nada de especial pois cada vez que o Benfica ganha alguma coisa também enche a rotunda do marquês. Tenho dito
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