terça-feira, 13 de outubro de 2009

o nobel do Obama


Existe uma coisa que é o Nobel da Paz. E o presidente dos Estados Unidos ganhou-o. Não foi nada consensual, e muita gente protestou, sem razão.
É que basta olhar para as notícias (pronto está bem, é do Correio da Manhã e tem de se dar o devido desconto) e ver que isto está tão mau, que o simples facto de "não fazer nada" é o suficiente para receber o prémio.

3 comentários:

sarah palin disse...

ah ganda obama!!!

Dylan disse...

O Nobel da Paz tem características diferentes dos restantes prémios atribuídos pela Academia Sueca. Desde logo, é atribuído em Oslo por um comité independente norueguês, laureando alguém ou alguma entidade que se distingue pela capacidade de resolver diplomaticamente diversos problemas, independentemente de ficarem concluídos ou não. Foi assim com Jimmy Carter, é agora assim com Barack Obama. Porque privilegia o diálogo e o bom senso entre os povos, porque ele próprio é o resultado da esperança e do sonho: ter sido o primeiro presidente afro-americano da história dos EUA. Um exemplo do idealismo norte-americano, ainda hoje cobiçado, abraçando causas como os Direitos Humanos e trabalhando internamente para um plano de reforma do sistema de saúde. Com Obama, voltaram as preocupações com o meio ambiente, com o desarmamento nuclear, com a desmobilização do Iraque e com a possibilidade do fim do embargo a Cuba. Apressou-se a condenar o golpe de Estado nas Honduras e a normalizar as relações institucionais com a Rússia, não esquecendo a tentativa de cativar o mundo árabe ao admitir a criação do Estado da Palestina , fundamental para a paz no Médio Oriente.

Negar isto, em menos de nove meses, é cair no discurso dos conservadores norte-americanos e de parte da esquerda europeia, recheada de tiques estalinistas.

http://dylans.blogs.sapo.pt/

formatted error free disse...

Mas o prémio não devia ser entregue com base em suposições. devia ser baseado em trabalho feito e não em boas intenções.

Mas à falta de alguem que tenha feito realmente alguma coisa, admito perfeitamente que o critério mude e o prémio seja entregue a alguem que, embora ainda não tenha deixado coisas feitas, as possa vir a concretizar. E aí sim, o Obama tem todas as condições para ser o laureado, como acabou por acontecer

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