sexta-feira, 31 de dezembro de 2010

Por uma Victoria melhor

Em 2011 quero ver a Victoria novamente no estádio da Luz, por isso, na passagem de ano, vou gastar os meus doze desejos a comer passas a pedir que o Rui Costa vá contratar o Beckham!

quinta-feira, 30 de dezembro de 2010

agora que 2010 está a acabar

‎"2010 a acabar... agora poderei contar aos meus filhos e netos que sobrevivi à grande escassez de açúcar de 2010 que assolou o país inteiro..." by rapaz que não tem nada pra fazer

terça-feira, 7 de dezembro de 2010

jornalista - a arte de adivinhar

a versão do record...conselhos a David Luiz


a minha versão com o mesmo nivel de certeza da versão do record




sexta-feira, 12 de novembro de 2010

criaturas estranhas

Antes de mais, carregar no play para pôr a música ambiente.




Agora as coisas assustadoras:

1

2

3




Restos de Chernobil??

quarta-feira, 10 de novembro de 2010

domingo, 7 de novembro de 2010

paradeiros

sítio onde se enfiou Jorge Jesus esta noite:



sítio onde se deve enfiar Jorge Jesus o resto da semana:

segunda-feira, 1 de novembro de 2010

letra

Tenho grande admiração pelo Rui Veloso. Lembro-me que a primeira música que gostei foi a não há estrelas no céu, do mingos e samurais. Recebi essa cassete e o walkman num aniversário qualquer. Mas acima de tudo, o Rui Veloso, e aqui é que está o busílis, fez mais pela lingua portuguesa do que qualquer acordo ortográfico. Ele consegui pôr os portugueses a dizerem a palavra "pardacento", que eu na minha ignorancia até julgava que era "parnacento". Apesar das pessoas só utilizarem essa palavra (ou outra parecida) a cantarem o porto sentido, é de louvar a audácia do homem, e do Carlos Tê, que deve ter inventado a letra.


segunda-feira, 25 de outubro de 2010

desmistificando o palavrão


Isto foi visto em primeiro lugar no facebook daquele rapaz que todos sabem e que não tem mais nada pra fazer.

quinta-feira, 14 de outubro de 2010

a homenagem aos mineiros


Oh come all you young fellers so young and so fine
Seek not your fortune in a dark dreary mine
It'll form as a habit and seep in your soul
Till the stream of your blood runs as black as the coal

Where it's dark as a dungeon and damp as the dew
Where the danger is double and pleasures are few
Where the rain never falls the sun never shines
It's a dark as a dungeon way down in the mine

Well it's many a man that I've seen in my day
Who lived just to labor his whole life away
Like a fiend with his dope and a drunkard his wine
A man will have lust for the lure of the mine

And pray when I'm dead and my ages shall roll
That my body would blacken and turn into coal
Then I'll look from the door of my heavenly home
and pity the miner digging my bones

"deviam era fazer como se faz prós grilos...deitavam um bocado de água pró buraco e iam a ver se os gajos não saíam todos a correr cá pra fora"

quarta-feira, 13 de outubro de 2010

o senhor prior 4

"Vivemos para a fachada. Se o Bordalo pinheiro fosse vivo, neste momento a fotografia do país seria uma barraca dum bairro de lata com um submarino estacionado à porta. Nós somos o povo do pessoal das barracas com uma antena parabólica no teto."

Frei Fernando Ventura

terça-feira, 12 de outubro de 2010

o senhor prior 3

"Temos demasiados denunciadores e não temos anunciadores, e os anunciadores que temos, metem, quer falem português quer falem estrangeiro. Esta vergonha do nosso primeiro-ministro no fim-de-semana em falar línguas lá fora. Ele tem de falar é português – é um desastre. Nós mandamo-lo limpinho com o mesmo fato dos senhores do poder em Angola, e depois põe-se a falar daquele jeito – passamos imagens terríveis. "

Frei Fernando Ventura

segunda-feira, 11 de outubro de 2010

o senhor prior 2

"Uma cultura que é muito nossa, é o podia ser pior: vai alguém pela estrada fora cai-lhe um piano em cima fica esmagado – coitadinho, era o destino (temos esta faceta do fado), era o destino mas podia ser pior, podia ter ficado aleijadinho para toda a vida. A mesma circunstância, o piano cai em cima da mesma criatura, fica aleijadinho para toda a vida – podia ser pior, podia ter morrido."

Frei Fernando Ventura

segunda-feira, 4 de outubro de 2010

o mais lento a ir buscar a morte


Certo dia estava Fidel Castro, na varanda do seu palácio em Cuba com vista para o mar a beber um copinho de whisky e a fumar o belo charuto com um grupo de estudiosos da vida marinha que ali se haviam reunido depois de uma expedição. Entretanto veêm ao longe na praia o aparecimento de uma tartaruga que lhes é trazida para o palácio. Um dos, provavelmente, biólogos marinhos que ali se encontravam dirige-se ao Lider Cubano e diz-lhe:

- Estes animais podem viver uns bons 200 anos.

Ao que responde o, já na altura, velho Fidel:

- Pois esse é o problema dos bichinhos. Uma pessoa afeiçoa-se a eles e depois ainda passamos pela tristeza de os ver morrer.

quinta-feira, 30 de setembro de 2010

o país


Segunda-feira passada, a meio da tarde, faço a A-6, em direcção a Espanha e na companhia de uma amiga estrangeira; quarta-feira de manhã, refaço o mesmo percurso, em sentido inverso, rumo a Lisboa. Tanto para lá como para cá, é uma auto-estrada luxuosa e fantasma. Em contrapartida, numa breve incursão pela estrada nacional, entre Arraiolos e Borba, vamos encontrar um trânsito cerrado, composto esmagadoramente por camiões de mercadorias espanhóis. Vinda de um país onde as auto-estradas estão sempre cheias, ela está espantada com o que vê:


- É sempre assim, esta auto-estrada?
- Assim, como?
- Deserta, magnífica, sem trânsito?
- É, é sempre assim.
- Todos os dias?
- Todos, menos ao domingo, que sempre tem mais gente.
- Mas, se não há trânsito, porque a fizeram?
- Porque havia dinheiro para gastar dos Fundos Europeus, e porque diziam que o desenvolvimento era isto.
- E têm mais auto-estradas destas?
- Várias e ainda temos outras em construção: só de Lisboa para o Porto, vamos ficar com três. Entre S. Paulo e o Rio de Janeiro, por exemplo, não há nenhuma: só uns quilómetros à saída de S. Paulo e outros à chegada ao Rio. Nós vamos ter três entre o Porto e Lisboa: é a aposta no automóvel, na poupança de energia, nos acordos de Quioto, etc. - respondi, rindo-me.
- E, já agora, porque é que a auto-estrada está deserta e a estrada nacional está cheia de camiões?
- Porque assim não pagam portagem.
- E porque são quase todos espanhóis?
- Vêm trazer-nos comida.
- Mas vocês não têm agricultura?
- Não: a Europa paga-nos para não ter. E os nossos agricultores dizem que produzir não é rentável.
- Mas para os espanhóis é?
- Pelos vistos...

Ela ficou a pensar um pouco e voltou à carga:
- Mas porque não investem antes no comboio?
- Investimos, mas não resultou.
- Não resultou, como?
- Houve aí uns experts que gastaram uma fortuna a modernizar a linha Lisboa-Porto, com comboios pendulares e tudo, mas não resultou.
- Mas porquê?
- Olha, é assim: a maior parte do tempo, o comboio não 'pendula'; e, quando 'pendula', enjoa de morte. Não há sinal de telemóvel nem Internet, não há restaurante, há apenas um bar infecto e, de facto, o único sinal de 'modernidade' foi proibirem de fumar em qualquer espaço do comboio. Por isso, as pessoas preferem ir de carro e a companhia ferroviária do Estado perde centenas de milhões todos os anos.
- E gastaram nisso uma fortuna?
- Gastámos. E a única coisa que se conseguiu foi tirar 25 minutos às três horas e meia que demorava a viagem há cinquenta anos...
- Estás a brincar comigo!
- Não, estou a falar a sério!
- E o que fizeram a esses incompetentes?
- Nada. Ou melhor, agora vão dar-lhes uma nova oportunidade, que é encherem o país de TGV: Porto-Lisboa, Porto-Vigo, Madrid-Lisboa... e ainda há umas ameaças de fazerem outro no Algarve e outro no Centro.
- Mas que tamanho tem Portugal, de cima a baixo?
- Do ponto mais a norte ao ponto mais a sul, 561 km .
Ela ficou a olhar para mim, sem saber se era para acreditar ou não.
- Mas, ao menos, o TGV vai directo de Lisboa ao Porto?
- Não, pára em várias estações: de cima para baixo e se a memória não me falha, pára em Aveiro, para os compensar por não arrancarmos já com o TGV deles para Salamanca; depois, pára em Coimbra para não ofender o prof. Vital Moreira, que é muito importante lá; a seguir, pára numa aldeia chamada Ota, para os compensar por não terem feito lá o novo aeroporto de Lisboa; depois, pára em Alcochete, a sul de Lisboa, onde ficará o futuro aeroporto; e, finalmente, pára em Lisboa, em duas estações.
- Como: então o TGV vem do Norte, ultrapassa Lisboa pelo sul, e depois volta para trás e entra em Lisboa?
- Isso mesmo.
- E como entra em Lisboa?
- Por uma nova ponte que vão fazer.
- Uma ponte ferroviária?
- E rodoviária também: vai trazer mais uns vinte ou trinta mil carros todos os dias para Lisboa.
- Mas isso é o caos, Lisboa já está congestionada de carros!
- Pois é.
- E, então?
- Então, nada. São os especialistas que decidiram assim.
Ela ficou pensativa outra vez. Manifestamente, o assunto estava a fasciná-la.
- E, desculpa lá, esse TGV para Madrid vai ter passageiros? Se a auto-estrada está deserta...
- Não, não vai ter.
- Não vai? Então, vai ser uma ruína!
- Não, é preciso distinguir: para as empresas que o vão construir e para os bancos que o vão capitalizar, vai ser um negócio fantástico! A exploração é que vai ser uma ruína - aliás, já admitida pelo Governo - porque, de facto, nem os especialistas conseguem encontrar passageiros que cheguem para o justificar.
- E quem paga os prejuízos da exploração: as empresas construtoras?
- Naaaão! Quem paga são os contribuintes! Aqui a regra é essa!
- E vocês não despedem o Governo?
- Talvez, mas não serve de muito: quem assinou os acordos para o TGV com Espanha foi a oposição, quando era governo...
- Que país o vosso! Mas qual é o argumento dos governos para fazerem um TGV que já sabem que vai perder dinheiro?
- Dizem que não podemos ficar fora da Rede Europeia de Alta Velocidade.
- O que é isso? Ir em TGV de Lisboa a Helsínquia?
- A Helsínquia, não, porque os países escandinavos não têm TGV.
- Como? Então, os países mais evoluídos da Europa não têm TGV e vocês têm de ter?
- É, dizem que assim entramos mais depressa na modernidade.

Fizemos mais uns quilómetros de deserto rodoviário de luxo, até que ela pareceu lembrar-se de qualquer coisa que tinha ficado para trás:
- E esse novo aeroporto de que falaste, é o quê?
- O novo aeroporto internacional de Lisboa, do lado de lá do rio e a uns 50 quilómetros de Lisboa.
- Mas vocês vão fechar este aeroporto que é um luxo, quase no centro da cidade, e fazer um novo?
- É isso mesmo. Dizem que este está saturado.
- Não me pareceu nada...
- Porque não está: cada vez tem menos voos e só este ano a TAP vai cancelar cerca de 20.000. O que está a crescer são os voos das low-cost, que, aliás, estão a liquidar a TAP.
- Mas, então, porque não fazem como se faz em todo o lado, que é deixar as companhias de linha no aeroporto principal e chutar as low-cost para um pequeno aeroporto de periferia? Não têm nenhum disponível?
- Temos vários. Mas os especialistas dizem que o novo aeroporto vai ser um hub ibérico, fazendo a trasfega de todos os voos da América do Sul para a Europa: um sucesso garantido.
- E tu acreditas nisso?
- Eu acredito em tudo e não acredito em nada. Olha ali ao fundo: sabes o que é aquilo?
- Um lago enorme! Extraordinário!
- Não: é a barragem de Alqueva, a maior da Europa.
- Ena! Deve produzir energia para meio país!
- Praticamente zero.
- A sério? Mas, ao menos, não vos faltará água para beber!
- A água não é potável: já vem contaminada de Espanha.
- Já não sei se estás a gozar comigo ou não, mas, se não serve para beber, serve para regar - ou nem isso?
- Servir, serve, mas vai demorar vinte ou mais anos até instalarem o perímetro de rega, porque, como te disse, aqui acredita-se que a agricultura não tem futuro: antes, porque não havia água; agora, porque há água a mais.
- Estás a dizer-me que fizeram a maior barragem da Europa e não serve para nada?
- Vai servir para regar campos de golfe e urbanizações turísticas, que é o que nós fazemos mais e melhor.
Apesar do sol de frente, impiedoso, ela tirou os óculos escuros e virou-se para me olhar bem de frente:
- Desculpa lá a última pergunta: vocês são doidos ou são ricos?
- Antes, éramos só doidos e fizemos algumas coisas notáveis por esse mundo fora; depois, disseram-nos que afinal éramos ricos e desatámos a fazer todas as asneiras possíveis cá dentro; em breve, voltaremos a ser pobres e enlouqueceremos de vez.

Ela voltou a colocar os óculos de sol e a recostar-se para trás no assento. E suspirou:
- Bem, uma coisa posso dizer: há poucos países tão agradáveis para viajar como Portugal! Olha-me só para esta auto-estrada sem ninguém!

Miguel Sousa Tavares

terça-feira, 21 de setembro de 2010

o piercing

a notícia:
Coimbra

Professor de ginástica proibido de usar 'piercing' recorre a tribunal

19 Setembro 2010

Docente foi impedido de entrar no centro educativo por não retirar brinco. Sindicato denuncia discriminação "ilegal"

Um professor de Educação Física de 31 anos do Centro Educativo dos Olivais, em Coimbra, foi impedido de usar piercings nas aulas pela direcção do estabelecimento da Direcção-Geral de Reinserção Social. Agora vai recorrer para tribunal para contestar a decisão.

Fonte do Sindicato dos Professores da Região Centro (SPRC) disse à Lusa que o docente "está a ser acompanhado pelos serviços jurídicos" da organização sindical com sede em Coimbra.

"Tudo indica que há aqui um acto de discriminação ilegal e absurda", adiantou o sindicalista João Louceiro, coordenador da direcção distrital de Coimbra do SPRC.

O professor usa diariamente numa orelha "uma pequena argola e mais dois adornos de tamanho reduzido", tendo sido intimado pela directora do centro educativo, Ângela Portugal, para remover as peças durante as actividades escolares. A Lusa apurou que a direcção ter-se-á baseado no regulamento interno da instituição dos Olivais, que proíbe aos jovens ali acolhidos o uso de piercings, regra que entendeu dever aplicar também aos docentes, apoiada nas orientações da Direcção-Geral.

O professor, que se recusa a falar do assunto, comunicou de início à directora que não pretendia retirar os piercings, justificando que usa estes brincos por causa de "uma promessa pessoal feita há dois anos".

Na segunda-feira, ao apresentar-se no centro educativo para dar aulas, foi-lhe reiterado na portaria que não poderia entrar nas instalações escolares com os adornos, devendo ali aguardar por Ângela Portugal, que de imediato lhe confirmou a decisão tomada na semana passada.

O professor conversou com a direcção do Agrupamento de Escolas Martins de Freitas, a que pertence, e ainda faltou dois dias às aulas. Aconselhado pelos serviços jurídicos do SPRC, acabou por retirar os piercings e regressou na quinta-feira ao centro educativo, onde foi apresentado às turmas.

João Louceiro admitiu que a ordem da directora para que o professor, ali colocado mas adstrito ao Agrupamento Martins de Freitas, "até poderia ter justificação se fosse por motivos de segurança". "Mas tudo indica que não é isso que está em causa."

Um advogado do SPRC está agora a preparar uma contestação ao cato da instituição. A Lusa tentou obter uma reacção da directora do centro educativo. in diário de notícias

a opinião:

O CENTRO EDUCATIVO dos Olivais, em Coimbra, achou, porque trabalha com miúdos difíceis, em "reinserção social", que os piercings não deviam ser autorizados aos alunos. Certo? Errado? Podemos passar horas a discutir a eficiência da medida mas temos de admitir que, sendo o piercing um sinal, pode ser considerado negativo.

É legítimo pôr-se como hipótese que o seu uso transmite uma identificação que os educadores daquele centro querem afastar dos seus alunos. Em tempos da semiótica rainha, em tempos em que as marcas e a imagem são tudo, é prudente dar-se atenção aos sinais. O Centro Educativo dos Olivais deu atenção àquele, o piercing, proibindo-o. Errado? Certo? Por enquanto, regulamento e para ser aplicado. E só devendo ser modificado em função do entendimento do que é melhor para os alunos. Sublinhem essa palavra, alunos, a razão de ser daquele centro.

Mas intrometeu-se nesta história um professor que tem três piercings e foi proibido de os usar na escola. Sei que é de Educação Física e que, indo por aí, eu explicaria mais facilmente a minha tese de que ele não pode usar os piercings por ser perigoso no ginásio. Mas tenho um argumento melhor e definitivo para que um professor com piercings não possa ser professor num Centro Educativo onde o regulamento proíbe os piercings aos miúdos em reinserção social. O argumento é: porque sim.
.
«DN» de 21 Set 10, por Ferreira Fernandes


segunda-feira, 20 de setembro de 2010

o aluno mais esperto

"A história é revelada este sábado pelo Expresso e começa como a de muitos jovens. Tomás começou a ter dificuldades em terminar o ensino secundário. Por muito que tentasse não conseguia fazer a disciplina de matemática e os vários chumbos fizeram com que desistisse da escola sem acabar o liceu.

No ano passado, conseguiu arranjar uma solução. Inscreveu-se num Centro de Novas Oportunidades em Esposende, frequentou os módulos de Saberes Fundamentais e Gestão e conseguiu a equivalência ao 12.º ano.

Agora entrou na Universidade de Aveiro, no curso de Tradução, e, de acordo com as listas do Ministério do Ensino Superior, é o aluno com a nota mais elevada de entrada.

Os 20 valores que colocam Tomás no topo da lista das melhores notas de entrada na faculdade não têm em conta as notas do secundário, que Tomás não terminou. Foram a nota que teve no exame nacional de inglês, a prova específica para entrar no curso de Tradução.

De acordo com a lei, os alunos que concluíram o secundário através de vias que não prevêem a atribuição de notas (o que acontece nos cursos do programa Novas Oportunidades) e que querem aceder à Universidade concorrem apenas com as classificações que obtêm nos exames nacionais exigidos como provas de ingresso no curso que querem. A nota que obtiverem nas provas de ingresso vale como nota de conclusão do secundário.

A situação é, por isso, permitida por lei. Mas Tomás sente que beneficiou de uma injustiça. «Para mim, foi óptimo, Mas é claro que é bastante injusto porque os outros passam anos a esforçar-se para terem boas médias.
Com o Novas Oportunidades, uma pessoa que só tem o 7.º ano pode fazer o 9.º em seis meses e a seguir, em ano e meio, consegue tirar o 12.º. Se tiver sorte, pode passar à frente [no acesso à universidade] e tirar o lugar às pessoas que fizeram esse esforço.
Conheço quem tenha entrado assim no ensino superior», admite Tomás em declarações ao Expresso."

sábado, 18 de setembro de 2010

ideias

Sou completamente CONTRA a expulsão dos ciganos em França!

Porque eles acabarão por vir cá parar todos. ideia tirada daqui

domingo, 12 de setembro de 2010

entretanto, no Japão...

O País dos falsos centenários

O JAPÃO
desilude com o seu sistema de contar velhinhos.

No princípio de Agosto, o país conhecido por ser recordista de centenários descobriu que um era falso: Sogen Kato, que deveria ter 111 anos, e a quem a Segurança Social pagava mensalmente a reforma, afinal já tinha morrido há 32 anos (nem octogenário era!) - a família guardava o corpo mumificado lá em casa.

Outros poriam uma pedra tumular sobre o assunto, mas os japoneses são rectos: tal como Toyota recolheu milhares de carros por defeito nos travões, os registos nipónicos puseram-se à procura de provas de vida dos seus cidadãos de modelo mais antigo.

Olhem, também a mulher mais velha de Tóquio, de 113 anos, não era vista desde 1986... Além de muitos é como se os centenários nipónicos fossem adolescentes fugitivos.

A meio de Agosto, as autoridades apresentaram uma estimativa tremenda: haveria 200 japoneses centenários por encontrar! Anteontem, as mesmas fontes apuraram o número real (por favor, sentem-se): afinal, são 234 354 os japoneses com mais de cem anos de quem não se sabe o paradeiro. Segundo os números oficiais, haveria mais de 77 mil japoneses com mais de 120 anos e 884 com mais de 150!

Já percebemos, os centenários japoneses ganharam fama graças a um sistema deficiente de dar baixa dos cidadãos. Nada como notícias destas para dar cabo de uma frase típica lusa: "Isto, só neste país..."
.
«DN» de 12 Set 10
Por Ferreira Fernandes

segunda-feira, 30 de agosto de 2010

a lógica do dinheiro no futebol

Todos os anos quando uma equipa pequena ganha a uma maior (com mais dinheiro), logo vem a cantiga dos orçamentos e que no futebol o dinheiro não tem um papel decisivo no rendimento das equipas. Aconteceu ainda agora com o Braga e o Sevilha, que dizem, tem um orçamento 10 vezes maior ao dos minhotos.

Para mim, este tipo de surpresas só é possível em jogos a eliminar. Em jogos isolados. Nas competições a longo prazo, tipo campeonatos de futebol, só por tremenda incompetência é que uma equipa pode ficar classificada muito acima do esperado tendo em conta o investimento que fez. E por investimento digo jogadores de qualidade, que se fazem pagar proporcionalmente ao seu valor enquanto jogadores da bola.

E isto vem a propósito dum estudo que vi hoje, sobre a época passada do campeonato inglês.

À esquerda está a classificação com base no investimento feito. À direita está a classificação final do campeonato. Os clubes com um ponto vermelho são os que ficaram aquém do previsto. Os verdes são os que se superaram. Como se pode ver, nos 6 primeiros classificados, só o Liverpool ficou abaixo das expectativas com uma época miserável, facto que levou ao despedimento do treinador. O west ham, que devia estar assinalado a vermelho foi pelo mesmo caminho. De resto, o Portsmouth foi à falência e os outros clubes a verde beneficiaram do desastre da época dos outros para subir na classificação final.

Isto tudo para dizer que a liga dos campeões como a conhecemos hoje, tem um formato muito diferente do passado, em que os jogos eram todos a eliminar, e não haviam mini campeonatos de 4 equipas a fazer 6 jogos cada uma. E isso permitia o aparecimento de equipas do leste europeu, ou grandes equipas hungaras e belgas. Como funciona hoje em dia, o troféu é sempre ganho pelas equipas que mais investem nos seus planteis bastando para isso que as pessoas que estão à frente dos clubes, dirigentes e treinadores, não sejam incompetentes, confinando a competição aos países do centro da Europa e deixando de fora os das bordas.

quinta-feira, 26 de agosto de 2010

quarta-feira, 25 de agosto de 2010

a boa notícia

Afinal, a contratação do "guarda-redes" Roberto tem uma boa explicação.

Felizmente, não se trata apenas de incompetência.

a burra

Hoje foi dia de concerto de concertinas. Na confraternização pré-concerto, chegou o senhor João e calou toda a gente com um “épá, nem sabem o que aconteceu!!”.


Ora, o senhor João (vou continuar a chama-lo João que eu não sei o nome dele) tem um cunhado que tem uma burra. A burra está guardada na loja do cunhado.


Certo dia (ou seja, antes de ontem) o cunhado do João decidiu pôr cimento no chão de uma parte da loja onde dorme a burra. Ao outro dia (ou seja, ontem) quando foi abrir a loja e ver o belo trabalho efectuado na véspera, estava a burra em pé com as patas coladas ao chão: “Tesinha como um carapau”, contou o João.


Martelos, rebarbadoras e muito cimento em cacos depois, lá soltaram uma perna da burra. Coitado do bicho, mal se viu livre duma perna começou a dar coices como se não houvesse amanha.


E é então, que o cunhado do João, numa atitude sensata e de coragem, se virou para a burra e disse: “podes ter mais inteligência, mas mais força que eu não tens!”. Agarrou-lhe a pata com toda a sua força e manteve a burra sossegada até a livrarem do cimento.


Diz que a burra ficou muito agradecida.

domingo, 22 de agosto de 2010

melão


Diz que este ano foi um bom ano para o melão. Afinal o aquecimento global sempre serve para alguma coisa boa. Toma lá Al Gore!

na playstation


Começo a época blogueira a escrever sobre a época futebolística do Benfica. Ora bem:


Tudo começou mal e toda a gente já arranjou um culpado. Eu também. Assim elegi o Jesus como o responsável maior pela desgraça de começo de campeonato do glorioso.


Em três jogos oficiais conseguiu três derrotas. Na primeira com o Porto do André os jogadores andavam perdidos. Na segunda com a Académica do Jorge nem a jogar com um a mais conseguiu a vitória. Na terceira com o Nacional do Jjosdksakdcjsbdvik foi uma vergonha.


Então o mestre da táctica e o inventor do posicionamento das bolas paradas muda a estratégia de defesa porquê? Aquela cena das mãos dadas e dos saltinhos era um bocado maricas mas até dava resultado!


E agora os jogadores. Finalmente vê-se livre do “guarda-redes” Quim, e depois vai buscar o ceguinho do beto espanhol que é igual ao outro. “ai e tal foi observado” disse o mister. Observado por que avestruz? Só se foi o pai do próprio Roberto. Não pode haver mais ninguém que lhe faça elogios no cumprimento da sua profissão.


De resto, o Amorim é muito bom rapaz, joga razoavelmente, mas não o suficiente para ser titular do Benfica. E só aí é que o Jesus se pode queixar. Deixaram sair o Ramires. Ora se o jogador foi vendido pelos 22 milhões de euros e o Benfica tinha metade, só tinha de pagar 11 milhões pelos outros 50%. Não se arranjavam 11 milhões de euros por lá? Quanto é que se está a pensar gastar num substituto? E com que qualidade?


Estou triste. Vou mas é dormir. Até amanha querido diário.

quarta-feira, 4 de agosto de 2010

Curso rápido de Economia

Um viajante chega a uma cidade e entra num pequeno hotel. Na recepção, entrega duas notas de 100 euros e pede para ver um quarto.
Enquanto o viajante inspecciona os quartos, o gerente do hotel sai a correr com as duas notas de €100,00 e vai à mercearia ao lado pagar uma dívida antiga, exactamente de 200 euros.
Surpreendido pelo pagamento inesperado da dívida, o merceeiro aproveita para pagar a um fornecedor uma dívida também de 200 euros que tinha há muito.
O fornecedor, por sua vez, pega também nas duas notas e corre à farmácia para liquidar uma dívida que aí tinha de... €200,00.
O farmacêutico, com as duas notas na mão, corre disparado e vai a uma casa de alterne ali ao lado liquidar uma dívida com uma prostituta. Coincidentemente, a dívida era de 200 euros.
A prostituta agradecida, sai com o dinheiro em direcção ao hotel, lugar onde habitualmente levava os seus clientes e que ultimamente não havia pago pelas acomodações. Valor total da dívida: 200 euros. Ela avisa o
gerente que está pagando a conta e coloca as notas em cima do balcão.
Nesse preciso momento, o viajante retorna do quarto, diz não ser o que esperava, pega nas duas notas de volta, agradece e sai do hotel.
Ninguém ganhou ou gastou um cêntimo, porém agora toda a cidade vive sem dívidas, com o crédito restaurado e começa a ver o futuro com confiança!


NINGUÉM QUEIRA ENTENDER A ECONOMIA!!


P.S.: recebido por e-mail

segunda-feira, 19 de julho de 2010

o maricas


Em tempos idos, a volta a França decidia-se entre o Lance Armstrong e o Ian Ullrich. O Ullrich era um grande corredor, mas teve o azar de apanhar sempre com um ainda melhor. O Armstrong simplesmente não dava hipótese a ninguém, e o Ullrich ficava ano após ano em segundo lugar. Se não existisse um Armstrong, ele era o melhor ciclista da época. Assim, foi só o segundo melhor ciclista da época. E isso deve ser muito frustrante.


Certo dia, em certa etapa, como era costume na volta a França, lá ia o grupinho do Armstrong, do Ullrich e mais uns poucos, destacados do pelotão a subir uma montanha. O público lá estava à beira da estrada, quase em cima dos ciclistas a aplaudir à espera de um ataque qualquer do Armstrong ou do Ullrich, a ver quem é que fugia a quem até que se dá uma queda de um dos ciclistas – era o Campeão Lance Armstrong. Em plena subida estatelou-se no chão. O Ullrich tinha ali a sua oportunidade. Já deviam haver pessoas a esfregar as mãos de contente - era pedalar até mais não e ganhar o máximo de tempo possível ao Armstrong, de maneira a que finalmente depois de anos a fio, o Ullrich pudesse ganhar a Volta a França.


Mas não foi isso que aconteceu. O Ullrich, vendo o Armstrong no chão, pediu ao resto dos concorrentes para pararem e ficaram à espera que o Armstrong recuperasse e os alcançasse.


Agora, passados alguns anos, a discussão da Volta a França é entre Alberto Contador e Andy Schleck. Hoje, numa etapa a subir, estão destacados do pelotão Contador, Schleck e mais uns poucos resistentes. O Schleck lança um ataque e livra-se de Contador que não reagiu e deixou fugir o Schleck que lhe ganhou uns metros só no arranque. Mas por poucos segundos. A corrente da bicicleta do Schleck saltou, e ele teve de parar. Em plena subida. E o que fez o Contador? Esfregou as mãos de contente e pedalou como se não houvesse amanha até ao final da etapa a ver se consegue vantagem suficiente para ganhar a Volta a França.


Ao contrário de Ullrich, o Contador aproveitou-se de um azar alheio do Schleck para poder ganhar. Mas o Ullrich era um campeão. O Contador não.


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